Toni Sando, do Visite São Paulo: “Não cometemos equívocos, como em outros destinos”


Durante a apresentação dos números do turismo da Cidade de São Paulo pelos órgãos oficiais que cuidam dos equipamentos, da manutenção do receptivo e da promoção da maior cidade da América Latina, o DIÁRIO conversou com Toni Sando, diretor executivo do Visite São Paulo e Eduardo Colturato, diretor de Turismo da São Paulo Turismo.

REDAÇÃO DO DIÁRIO

Como se tratava do balanço da entrada de turistas no primeiro semestre e do número de eventos que a cidade promoveu e promoverá em seus centros e pavilhões de exposições, um assunto que não poderia passar em branco é a situação do Pavilhão de Exposições do Anhembi, que já foi considerado a maior área para eventos da América Latina. Atualmente o espaço está subutilizado e, obviamente, São Paulo perde com isso.

Como foi noticiado pelo DT, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou o projeto de lei que autoriza a privatização do complexo do Anhembi. Agora segue para a aprovação do prefeito Bruno Covas. Segundo Eduardo Colturato, a próxima fase é o leilão do complexo, que integra as instalações onde funciona a SPTuris e o Sambódromo.

Eduardo Colturato, diretor de turismo da SPTuris

CVM

“Nós estamos em uma fase de avaliação. Existe um consórcio contratado (o Brasil Plural), uma consultoria que está trabalhando nisso. Assim que estiver pronto e todas as etapas tiverem feitas, marca-se um leilão na Bolsa de Valores regida pela legislação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, afirmou Colturato ao DT. O leilão está previsto para acontecer em setembro.

Questionado o sobre o valor, Colturato disse que não há estimativa. “Não temos ainda um preço. E mesmo se eu soubesse, nós estamos em um período de silêncio. Porque são de vendas de ações na Bolsa. Então, existe todo o ritual, o regramento da comissão de valores mobiliários”, reforçou.

Com 400 mil metros quadrados divididos em três áreas, pavilhão de exposição, Palácio das Convenções e Sambódromo, o complexo Anhembi já recebeu 150 eventos por ano e cerca de 3.5 milhões de pessoas, segundo a SPTuris.

Para Toni Sando,  o importante é que os espaços de convenções e grandes eventos se mantenham, sejam administrados por autarquias, pela iniciativa privada ou pelo poder público. “Como promotores do destino, nosso interesse é sempre pela atualização dos equipamentos e que eles se mantenham, se atualizem e que até possam vir outros. Quanto mais a oferta de espaço, maior o número de visitantes. Quanto mais rápido esse leilão for feito, melhor para a cidade, já que a dinâmica dos negócios pede isso”, afirmou.

Mudança de estruturas

Toni lembrou que a indústria de eventos do mundo todo passa por um processo de transformação. Os espaços também estão diminuindo e as feiras e os eventos estão se otimizando. “Isso diminui custos, favorece mais o conteúdo e não mais aqueles shows de antigamente que se dava em grandes estantes, com grandes custos”, lembrou.

Sando fez um comparativo do grande crescimento de visitantes na cidade de São Paulo, de 2005 com o ano atual. “Em 2005, quando chegamos no Convention Bureau, tínhamos 7 milhões de visitantes e hoje temos 15 milhões”.  É um número muito significativo de crescimento e sem fazer besteira  e, sem erguer hotéis adicionais, sem fazer espaços a mais, como foram feitos em outros destinos”, afirmou.

As equipes do Visite São Paulo e da SP Turis apresentaram pesquisa em restaurante paulistano e convidaram a imprensa (Foto: Gregory Grigoragi)

Números corroboram

Os números apresentados pela equipe da SP Turismo e pelo Visite São Paulo comprovam as afirmações de Toni Santo. De acordo com o material, em 2017, São Paulo recebeu 15,4 milhões de visitantes, 3,3% a mais de 2016, sendo 2,7 milhões de estrangeiros das mais diferentes nacionalidades. O mesmo período registrou ocupação de 64,9% na ocupação hoteleira da cidade. 2016 fechou com 61,5%.

“Nós temos todo mundo aqui, e afirmo que 50% de todo o mercado está na capital. Isso favorece muito para manter esse equilíbrio. Então por mais que o mercado em outras regiões possa estar comprometido, em São Paulo nós estamos mantendo um equilíbrio estável. Como apresentado aqui, nós estamos crescendo três e meio por cento ao ano.

O executivo exemplifica: “Não temos hotéis abrindo a curto prazo e sim estão abrindo um a cada ano. Isso é equilíbrio nos negócios, no turismo, na  hotelaria”, sintetizou.

Eventos futuros

Segundo os dados do Visite São Paulo, de julho a dezembro, com os eventos captados confirmados até o momento, serão realizados ao todo 28 eventos até o final do ano, atraindo 55,2 mil participantes e gerando receita de R$41,9 milhões com visitantes.

Com os eventos captados confirmados até 2026 até o momento, está certa a realização de 62 eventos, que esperam juntos um público de 117 mil participantes e movimentação com visitantes de R$99,7 milhões. (Texto Paulo Atzingen)

Fonte: Diário do Turismo

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