Roteiro gastronômico e cultural em Parma, na Itália


Parma ganha seus visitantes pelo estômago, com delícias italianas como o queijo parmesão e o presunto de Parma

Por Thelma Lavagnoli

Cerca de uma hora por uma estrada cênica, boa e sem muito trânsito leva de Bolonha até Parma. Ali, encanta à primeira vista a tríplice de construções da Piazza Duomo. Lado a lado, estão a catedral do século 11, sua torre e o batistério. Não dá para ficar indiferente, afinal são mais de 900 anos de história celebrados na estrutura do templo católico com fachada em estilo românico e interior repleto de afrescos do italiano Correggio. Já o batistério tem um quê inusitado pela forma hexagonal e fachada com mármore rosado, mostrando a transição do estilo românico aos primórdios do gótico.

Como Parma é pequena e a vida turística concentra-se no centro histórico, dá para seguir o passeio. Para fazer um giro completinho pela área, primeiramente, inclua uma passagem pela Piazza Giuseppe Garibaldi. Pelo nome, é óbvio que o local conta com uma estátua em homenagem ao guerrilheiro que fez fama nas Américas. Como pano de fundo, está ainda o Palazzo del Governatore, que tem um relógio astronômico.

foto: shutterstock

Mas a menina dos olhos de Parma é outro palácio, o Palazzo della Pilotta que está a dez minutinhos de caminhada. Ele é, na verdade, um complexo de prédios que começou a ser construído lá nos 1580 e já foi restaurado algumas vezes por conta de ataques durante a guerra. Hoje vive tempos de paz como espaço cultural e compreende do Museu Arqueológico à Galeria Nacional, com obras de Da Vinci e outros gigantes da pintura italiana. Por lá também vale visitar o Teatro Farnese, todinho em madeira.

Onde comer em Parma

Depois do rolê cultural, já é hora de render-se aos encantos glutões que a cidade oferece. Afinal estamos no berço do Parmigiano-Reggiano. Com denominação de origem protegida, oficialmente, queijo parmesão é só aquele feito na região de Parma, sabia? Se quiser conhecer a história por trás da produção, vale programar uma visita a endereços como a fábrica de queijos Caseificio Il Trionfo, a 20 quilômetros do centro, mas tem que ser pela manhã. A primeira parte passa pelos panelões em que o produto começa a ser cozido e ganhar forma – o cheiro é forte, esteja avisado! – e passa pelas áreas onde ele fica armazenado. No final tem lojinha, é claro!

Anote aí: Entre setembro e outubro acontece o Festival Verdi no Teatro Regio diParma. A programação inclui apresentações de orquestra, teatro e óperas.

foto: shutterstock

Junto com o queijo, o prosciutto e culatello são os ícones gastronômicos da região com denominação de origem protegida. O primeiro é o que conhecemos como presunto de Parma, já o segundo não tem uma tradução específica, mas é bem parecido em aspecto e sabor. Ambos são embutidos feitos com a perna do porco, mas a diferença é que o culatello é como se fosse a versão premium, feito com o lombo, a parte mais macia, e por isso rende uma quantidade menor. É consumido até mesmo pela família real britânica, que importa o produto na Antica Corte Pallavicina – Culatello di Zibello House. Num vilarejo a meia hora do centro de Parma, é uma espécie de complexo com área de produção, fazenda, hotel e restaurante uma estrela Michelin do chef Massimo Spigaroli. Mas comer como um rei obviamente tem seu preço: o quilo do embutido pode chegar a mais de € 120. Eu já fiquei bem satisfeita com a degustação aliada à visita pelas instalações onde o culatello fica curando por meses, disponível a partir de € 25.

Porém, se o tempo e a vontade não permitirem incluir esses programas no roteiro, fique tranquilo: com vista para a praça da catedral, o restaurante Angiol d’Or serve o próprio culatello de zibello como entradinha e também o tal queijo. Um prólogo para as boas massas e carnes do cardápio. Outra perdição gastronômica é o La Filoma, que utiliza o embutido até mesmo no preparo de alguns pratos. E garanto, aberto desde 1915, o lugar também manda bem quando o assunto são tortellinis, risotos, agnolines e nhoques. Apesar de pequena, Parma rende pelo menos um pernoite para ser aproveitada sem corre-corre. Tudo a seu tempo porque, na Itália, nada melhor que recuperar as energias com refeições sem hora para acabar.

foto: shutterstock

DESVIO ESTRATÉGICO: Fidenza Village Outlet, a 30 km de Parma
As lojas da New Balance, Moleskine, Guess e Lindt geralmente são as escolhas dos brasileiros, pois seus preços em euro são agradáveis aos olhos e aos bolsos. Mas o outlet tem ainda Coach, Fossil, Dolce & Gabbana e mais dezenas de lojas de roupas masculinas, femininas e acessórios. Se a visita for na hora do almoço, prove as massas feitas na hora do restaurante Villano.

Veja mais:

O que fazer em Bolonha 

O que fazer em Modena 


Onde se hospedar em Parma?

Grand Hotel De La Ville
Contemporâneo, fica a dez minutos a pé da Piazza Giuseppe Garibaldi.
Largo Calamandrei, 11.

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Fonte: Revista Viajar Pelo Mundo

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