Agenciamento turístico teve crescimento de 15% em 2017


Glauber Santos e Marciano Gianerini Freire

Glauber Santos, do Ipeturis, e Marciano Gianerini Freire, do Sindetur-SP (Fotos: Eric Ribeiro)

O Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP) promoveu na tarde desta terça (13), em parceria com o Instituto de Pesquisa, Estudos e Capacitação em Turismo (Ipeturis), a apresentação do estudo “Desempenho do Agenciamento Turístico Nacional na Crise Econômica Brasileira 2014-2017”. O estudo mostra que o agenciamento teve em 2017 um crescimento de 15% em relação ao ano passado.

Segundo o professor Glauber Santos, coordenador da pesquisa, a crise nas vendas já acabou. “O que vemos no estudo é que a recuperação nas vendas já foi superada (+15%), porém, a empregabilidade não obteve o mesmo crescimento (+,06%). E a tendência é que para 2018 se mantenham os empregos (70%), abrindo pouco ou quase nenhuma vaga nova (3%)”, comentou.

De acordo com a pesquisa entre os anos de 2007 e 2014 as empresas de turismo cresceram em média 4,8% ao ano, e a partir da crise esse volume caiu 1,8% ao ano. Entre 2014 e 2015 houve uma grande queda nas vendas e com isso o fechamento de diversas vagas (mais de 8,6 mil) e empresas. Já em 2016 houve uma recuperação parcial dessas vendas e em 2017 um crescimento já mais alto que os patamares de 2014.

Para o professor, apesar do otimismo dos empresários com dois anos seguidos de recuperação, as contratações não aumentaram. “O ganho de eficiência e produtividade com a tecnologia fazem com que as empresas vendam mais mesmo com menos empregados”, disse.

Segundo Glauber Santos, é difícil mensurar o tamanho do mercado de agenciamento de turismo hoje. Mas se levar em conta que o setor representa 2% do PIB brasileiro (R$ 130 bilhões), o agenciamento seria em torno de 5% desse total, ou seja, R$ 6 bilhões de impacto direto do agenciamento na economia do país.

SERVIÇOS TURÍSTICOS

Dos serviços turísticos, o que mais se recuperou da retração de vendas entre 2014 e 2017 foi o de passagens aéreas, com crescimento de 35%, seguido por pacotes turísticos (11%) e hospedagens (5%). Os demais serviços não se recuperaram e o setor de cruzeiros teve redução de 43% no período estudado.

PERSPECTIVAS

Segundo Marciano Freire, presidente executivo do Sindetur-SP, os empresários estão otimistas com as perspectivas para o ano. 49% deles acreditam num crescimento de curto prazo (3 meses) e 76% a médio prazo (3 a 6 meses). “As expectativas para 2018 é de crescer 20% em vendas, o que é totalmente possível no cenário atual. Embora ainda tenhamos um número reduzido de empresas, acredito que devemos voltar aos patamares de 2004 – com crescimento das empresas em média de 4,8% – só para depois de 2020, e isso se a economia continuar a evoluir”, finalizou.

NOVA DIRETORIA

Marciano Gianerini Freire, presidente do Sindetur SP, José Francisco de Souza, Teddy Kahanevic, Sérgio Guanais e Derek Barsante

Marciano Gianerini Freire, presidente do Sindetur SP, José Francisco de Souza, Teddy Kahanevic, Sérgio Guanais e Derek Barsante

No dia 30 de janeiro deste ano, a nova diretoria do Sindetur-SP tomou posse. Com a mudança no modelo da gestão e do estatuto da entidade, a partir de agora o Sindetur-SP passa a ter um Conselho de Administração e um presidente executivo, além de Conselho Fiscal e Consultivo, que foram eleitos para o período de 2018 até 2022. Conheça a nova diretoria:

Presidente do Conselho de Administração: José Francisco de Souza Pinto Azevedo (Solfesta Turismo);
Presidente Executivo: Marciano Gianerini Freire;
Vice-Presidentes: Teddy Kahanevic (TK Royal Representações e Turismo); William José Périco (Wings Agência de Viagens e Turismo); Mauro de Oliveira Schwartzmman (Costa Brava Turismo); Mário Sérgio Maia Guanais (All World Agência de Turismo).

Fonte: Mercado & Eventos

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