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12 lugares lindos para visitar perto de Sintra

Na recente viagem que fiz para Portugal, tive como objetivo priorizar alguns lugares e me dedicar a ficar mais tempo naqueles que geralmente os turistas fazem apenas um bate-volta e, a partir daí, explorar a região ao redor com mais calma, com um olhar mais atento. Um desses lugares foi Sintra, essa bela vila que fica bem pertinho de Lisboa. Fiquei hospedada lá por uma semana inteirinha, revirei a linda vila de avesso, conheci quase tudo, mas ao longo de minha viagem eu retornei algumas vezes para fazer tours temáticos na região.

Imagine a minha surpresa ao me dar conta que há muito para ver em Sintra sem sequer precisar sair dos limites da vila? Só a quantidade de palácios, por exemplo, exige vários dias de passeio e descoberta, por isso fiquei tanto tempo por lá. Mas eu queria muito ir um pouquinho além e com a ajuda do querido Miguel, da Top Emotions, que sabia que faltavam alguns lugares especiais para eu visitar, eu pude explorar melhor a região. Pude conhecer com ele, um excelente profissional que entende tudo da história de Portugal e tem uma paciência daquelas, de anjo, alguns desses lugares e por isso, hoje estou aqui, compartilhando com você uma listinha básica de alguns lugares para visitar nos arredores de Sintra.

Obviamente a lista não inclui Lisboa, ok. O foco aqui é em pequenos lugares menos conhecidos do grande público a uma curta distância de carro a partir de Sintra. Também fiz alguns tours temáticos, partindo de Lisboa, pela região que incluía Sintra e por conta disso acabei visitando alguns desses lugares que menciono abaixo. Posteriormente também falarei sobre esses tours em outro artigo.

Você não faz ideia de como foi incrível  descobrir que pertinho de Sintra é possível desfrutar de praias, conhecer aldeias de pescadores, visitar aldeias tradicionais ou deslumbrar-se com toda a natureza do Parque Natural de Sintra/Cascais. Vem comigo!!

Azenhas do Mar

Um dos mais lindos cartões postais do litoral português, junto com o Cabo da Roca, na minha humilde opinião, essa é uma obra-prima da arquitetura popular. Essa pequena aldeia estende-se em socalcos pela encosta, como um presépio. O cenário pitoresco do casario enquadra uma pequena baía onde foi construída uma piscina oceânica. Esta vila foi local de férias do rei D. Carlos, da sua mulher D. Amélia e da mãe, D. Maria Pia. Em 1927 foi construída a Escola Primária, que serviu de modelo aos edifícios das escolas primárias do Estado Novo, elaborada pelo arquiteto Raul Martins. Do edifício destaca-se o painel de azulejos, com momentos ilustrativos da História de Portugal.

12 lugares lindos para visitar perto de Sintra

Faz parte da Região Demarcada de Colares, região vinícola demarcada desde 1908, caracterizada pelas vinhas em chão de areia. Antes era conhecida pelo número de azenhas (moinhos de água) – algumas ainda à vista de todos – que por ali existiam, com a intenção de aproveitar a força das águas que ali batem, estando assim explicado o nome por que é conhecido hoje: Azenhas do Mar. Agora que a energia já não tem de ser feita de forma tão artesanal, a aldeia transformou-se num dos mais célebres postais turísticos portugueses, sobretudo nas fotografias tiradas do mirante que existe na parte sul, de onde temos uma vista privilegiada para uma cascata de casario caiado que desemboca no Atlântico, segurado por uma alta parede rochosa em forma de concha.

Cabo da Roca

Esse foi o primeiro lugar que conheci fora da vila. Se for a Sintra, você não pode perder uma visita ao ponto mais ocidental da Europa Continental, o Cabo da Roca. Situado na latitude 38º 47´ Norte e na longitude 9º 30´ Oeste, o Cabo da Roca é uma coordenada importante para quem navega ao longo da costa, sendo o ponto mais ocidental do continente europeu continental, fato comprovado pelo certificado que os visitantes levam como recordação.

A cerca de 150 metros do mar, aqui você pode ter uma vista extensa sobre a Serra de Sintra e sobre a costa, que faz valer a pena a visita. Registros históricos apontam para a existência de um forte no Cabo da Roca no séc. XVII que teve um papel importante na vigilância da entrada de Lisboa, formando uma linha defensiva ao longo da costa, sobretudo durante as Guerras Peninsulares. Atualmente existem apenas vestígios, para além do farol que continua sendo um ponto importante para a navegação. Ele está integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais, outro lugar incrível que merece um trekking ao longo da costa.

12 lugares lindos para visitar perto de Sintra

Aqui tem uma dica super estratégica que vou compartilhar com você: programe para fazer sua visita no fim da tarde, ao contrário do que 90% dos turistas que chegam em grupos, fazem. Eu estive no Cabo da Roca em três horários e dias diferentes. Sem dúvida nenhuma, a melhor experiência que tive foi justamente quando havia menos pessoas disputando um lugar para fazer aquela foto linda. Com a calma do fim da tarde eu pude entrar no clima do lugar e até dar uma meditadinha rápida.

Outra coisa muito importante que você precisa saber: nesse lugar lindo existem algumas demarcações de segurança, tipo cercas de madeira limitando até onde é seguro ir. Soube de muitos casos de pessoas que ultrapassaram esses limites e por um azar daqueles, caíram precipício abaixo. É como sempre digo: se há limitação de segurança significa que é perigoso ir além. Será que vale tudo por uma foto? Eu mesma presenciei uma turista oriental quase caindo no dia que estive pela manhã. Foi um alvoroço daqueles, não gosto nem de lembrar do susto.

Ericeira

Tradicional vila de pescadores, a Ericeira se desenvolveu muito durante o séc. XX pela crescente procura como área de veraneio, mas ela conseguiu manter as suas características originais e uma atmosfera muito própria. Localizada a cerca de 50 kms de Lisboa, numa área de fácil acesso, as suas Praias são muito concorridas durante o verão, sendo consideradas das melhores a nível europeu para a prática de surf.

Um destaque especial fica para a Praia de Ribeira d`Ilhas, onde se realiza anualmente uma das provas do Campeonato Mundial de Surf. Um passeio pela Ericeira é também uma excelente oportunidade para saborear os variados pratos de mariscos e peixe fresco, especialidade gastronômica da região.

Mafra

Agora eu dou uma “fugidinha” da linda costa do país e sigo para um lugar nos arredores de Lisboa, na chamada Região “saloia”, que abastecia a capital de produtos hortícolas, e que vem a ser conhecida pelo imponente Palácio-convento, o maior edifício português, construído no séc. XVIII por ordem de D. João V. O Rei que ainda não tinha filhos, três anos após o seu casamento com D. Maria Ana de Áustria, prometeu aos frades franciscanos que lhes construiria um convento na localidade de Mafra, caso as suas preces para que um herdeiro nascesse, fossem atendidas. Por ocasião do nascimento de D. Maria Pia (sua filha), iniciou-se a construção do edifício, cujo projeto inicial era bastante modesto.

No entanto, e após a contratação do arquiteto alemão Johann Friedrich Ludwig, o projeto sofreu alterações profundas, porém  possíveis de concretizar, uma vez que Portugal nessa altura esbanjava as riquezas provenientes do Brasil. Assim foi construído este monumento grandioso, (que além do convento para trezentos e trinta frades, antes era para apenas cento e nove, inclui uma basílica, uma das mais belas bibliotecas europeias  e um palácio real com mais de mil quartos e vinte e nove pátios), em tempo recorde de 1717 a 1730 para ser inaugurado na data do 41º aniversário do Rei. Anexa ao Convento, a Tapada de Mafra, adquirida por D. João V em meados do séc. XVIII, para valorizar o enquadramento do edifício, foi usada como reserva de caça, estando atualmente aberta ao público. Fizemos uma volta ao entorno da Tapada e fiquei espantada com suas dimensões. Sem dúvida alguma é um lugar que quero voltar com calma e aproveitar um dia por lá.

Palácio Nacional de Mafra

Quando a família real partiu para o Brasil em 1807, devido às invasões francesas, foram levadas também as melhores mobílias e obras de arte existentes no Palácio de Mafra.

Mais tarde, em 1834, após a dissolução das ordens religiosas, o mosteiro foi abandonado, passando o Palácio a ser utilizado como residência de caça pela família real dos últimos monarcas da Dinastia de Bragança. Foi aliás daí que o último rei de Portugal, D. Manuel II, partiu para a praia da Ericeira, a 5 de outubro de 1910, para embarcar no iate real que o conduziria ao exílio.

Penedo

Essa aldeia portuguesa é muito conhecida pelos portugueses que a classificam como uma pequena joia tão perto de Lisboa. Ela está localizada na freguesia de Colares, em Sintra. A sua origem não está muito bem definida mas existem autores que apontam para a referência ao Penedo já no séc. XIII, mais propriamente dados de 1527. A Aldeia do Penedo conserva ainda algumas casas de traçado antigo, que lhe conferem uma imagem de aldeia típica. Situada no alto de uma encosta, permite ao visitante caminhadas pelas suas ruas e ruelas íngremes e sinuosas, com passagem obrigatória pelo chafariz e pelo cruzeiro, que ficam bem no centro da aldeia, assim como as seculares capelas.

O Penedo é o último local do continente português onde são realizadas as tradicionais festas do “Império” ou do “Espírito Santo”, que continuam existindo apenas nos Açores, em particular na ilha Terceira. Estas festas são designadas de Festas do Divino Espírito Santo e têm uma antiquíssima história, remontando de forma mais direta ao reinado de D. Dinis e sua mulher, a rainha Santa Isabel.

Aldeia da Mata Pequena

​Uma dezena de habitações compõem este pequeno povoado rural, feito de paredes caiadas e de pavimentos em lajedo de pedra. A Aldeia da Mata Pequena é um paraíso que convida ao descanso e ao contato com a natureza às portas de Lisboa. Trata-se de um tesouro da arquitetura tradicional da região saloia, em plena Zona de Proteção Especial do Penedo do Lexim, que os trabalhos de recuperação fizeram questão em preservar.

Para quem passeia ou fica hospedado na Aldeia da Mata Pequena a sensação é a de estar em um museu a céu aberto, onde o modo de vida de antigamente se mantém preservado através dos cheiros, das cores e das tradições. As casas que se encontram aqui são o melhor exemplo do que estou falando, resultado de muito trabalho de pesquisa e preservação que conquista cada um dos visitantes.

Aldeia Típica José Franco

​Pare só um instante para imaginar como seria uma aldeia típica, com modo de vida de outros tempos, quando o ritmo ditado era bem diferente. Imaginou? Pois esse lugar existe e fica bem pertinho de Lisboa. Esta é a Aldeia-Museu José Franco, Aldeia Típica de José Franco, Aldeia Típica do Sobreiro ou simplesmente Aldeia Saloia. Qualquer uma destas designações aponta a bússola para a pequena localidade do Sobreiro, entre a Ericeira e Mafra, onde encontrei uma das mais reconhecidas aldeias musealizadas do país. A história da pequena aldeia remonta ao nascimento do oleiro José Franco, em 1920. O seu pai era sapateiro e a mãe, vendedora de louça, fazendo a venda de barros de porta em porta, assim como por muitas feiras e mercados. Visto que o Sobreiro era um importante centro oleiro, desde cedo José Franco conviveu com o ofício e, ainda criança, ao deixar a escola primária, aprendeu o ofício com dois mestres oleiros locais, antes de trabalhar por conta própria, aos 17 anos de idade. Nessa época, reabilitou a olaria que tinha pertencido ao avô, há muito tempo desativada.

12 lugares lindos para visitar perto de Sintra

No início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de caráter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, como um testemunho do modo de viver das pessoas locais, em homenagem à sua terra. A sua aldeia teria dois componentes: seria uma réplica das antigas oficinas e lojas, dos espaços vividos, decorados e enfeitados por objetos reais, onde se reproduziam os costumes e atividades profissionais pertinentes à sua infância e à vida camponesa da região de Mafra; ao mesmo tempo, a aldeia também seria uma área lúdica, dedicada às crianças, repleta de miniaturas de casas e habitantes que retratavam as atividades exercidas à época: trabalhos no campo, carpintarias, moinhos de vento, capelas, mercearias, escolas, adegas, camponeses e até uma reprodução da vila de pescadores da Ericeira e dos ofícios ligados ao mar.

Cascais

Agora a gente segue de volta para a costa e aporta em uma das mais encantadoras vilas desta região. Por estar localizada junto ao mar e ser tradicionalmente uma aldeia de pescadores, Cascais teve um importante desenvolvimento no séc. XIV, quando era porto de escala de grande movimento para os navios que se dirigiam a Lisboa. Foi no entanto a partir da 2ª metade do séc. XIX, altura em que os banhos de mar começaram a ser apreciados, que Cascais sofreu um impulso que a transformou numa estância de veraneio muito “badalada”. O principal impulsionador da transformação foi o Rei de Portugal D. Luís I, que em 1870 converteu a fortaleza da cidadela na residência de verão da monarquia portuguesa.

Este exemplo foi seguido pela nobreza que aqui construiu palacetes e belíssimas mansões onde passavam a época mais quente do ano, transformando por completo a antiga vila de pescadores. Cascais passou a atrair também os passeios dos curiosos logo que o  acesso ficou mais facilitado pela inauguração da linha de Caminho de Ferro entre Pedrouços e Cascais em 1889. Hoje em dia, Cascais é um lugar muito animado, vibrante e cosmopolita, que conserva ainda o seu ar aristocrático.

Aqui fica outra dica: dedique alguns dias de sua viagem para se hospedar em Cascais também. Há muito que aproveitar nessa região, especialmente se você é apaixonado por praias.

Boca do Inferno

Um dos pontos de visita mais famosos de Cascais é a Boca do Inferno, que é uma formação única nas rochas à beira do oceano. Acredita-se que antigamente este local era uma gruta que com o tempo e a força do mar acabou cedendo e deu origem ao cenário como é conhecido hoje. Atualmente a Boca do Inferno é uma cavidade a céu aberto, com uma espécie de arco por onde entra a água do mar.

Em dias de mar mais agitado é possível ouvir o som da água golpeando as rochas, um barulho tão único que faz analogia ao nome do local. Ao chegar à Boca do Inferno é possível contemplar a beleza do lugar de cima, no entanto também há um caminho que leva ao outro lado do “arco” da cavidade, por onde entra a água.

12 lugares lindos para visitar perto de Sintra

Lá venho eu com outra dica muuuuuuito importante, mas muuuuuito mesmo. Quando estive por lá na primeira vez eu quase morri. Estou falando sério, quase morri mesmo. Estava acompanhada por um guia totalmente despreparado, de uma empresa que jamais recomendaria a alguém, que sem ao menos me conhecer e ter noção das minhas limitações físicas, foi me conduzindo para outro lado, entre as pedras, até uma parte que eu ficava literalmente de cara para o precipício. O lugar não tinha nenhuma cerca de proteção e eu achava que chegaríamos a um platô mais abaixo, em segurança. Obviamente confiei que ele não me levaria a nenhuma furada, puro engano. O fato é que eu tenho labirintite e sou uma pessoa estabanada por natureza e naquele momento eu só respirei fundo pra manter a calma e não desequilibrar. Na hora de voltar, quase tropecei em uma parte escorregadia da pedra e aí seria apenas rolar penhasco abaixo. Detalhe, no meu quarto dia de viagem. Então, jamais faça isso, mesmo que o guia fale que não tem perigo. Tem sim, as pedras escorregam muito e são extremamente irregulares. Até hoje eu tenho pesadelos com esse dia, foi realmente assustador. E não, eu não sou uma pessoa medrosa, antes de minha labirintite surgir sempre fui praticante de esportes radicais, em terra, na água e no ar.

Farol Museu de Santa Marta

Com projeto de arquitetura de Francisco e Manuel Aires de Mateus e programa museológico de Joaquim Boiça, o Farol Museu de Santa Marta foi reabilitado com base num protocolo firmado entre a Câmara Municipal de Cascais e o Estado Maior da Armada Portuguesa. Abriu ao público em Julho de 2007, o seu modelo é inédito no país, ao conjugar espaços expositivos com a função de sinalização costeira, supervisionada pela Direcção de Faróis da Marinha.

À exceção da bala de canhão encontrada em escavações arqueológicas no local, a coleção do Farol Museu de Santa Marta foi inteiramente restaurada e depositada no Farol Museu pela Marinha Portuguesa/Direção de Faróis.

Museu Condes de Castro Guimarães

O Museu-Biblioteca, com o nome do seu doador, abriu ao público em 1931. Nas obras de adaptação a Museu houve o cuidado de manter o ambiente de uma casa habitada, tendo sido valorizados a arquitetura interior e os seus motivos decorativos.

Neste belíssimo lugar você vai poder apreciar peças de grande valor artístico e documental, incluindo obras de arte que retratam Cascais, de autores portugueses e estrangeiros, louças indo-portuguesas e uma excelente sala de arqueologia. Um grande destaque vai para a biblioteca, com cerca de 2500 volumes raros.

Lagoa Azul

A Lagoa Azul é procurada seja por quem está de passagem, apenas em busca de sossego, seja por grupos de praticantes de esportes, por andarilhos que fazem observação de espécies, e por famílias que aproveitam o espaço para se deliciarem com piqueniques e brincadeiras ao ar livre.

A área é de fácil acesso para pedestres, assim como para quem chega de carro. Até existe algum espaço para estacionamento, mas fica facilmente lotado, por isso, para quem quiser desfrutar da área, o melhor é evitar os dias que a frequência é maior, como nos fins de semana à tarde, sobretudo se estiver bom tempo. Leve sapatos e roupa confortável, mas leve também um agasalho, já que costuma ficar bastante fresco nessa área e entregue-se às atividades na natureza. Aproveite para caminhar, apanhar sol, aproveitar a sombra e o ar fresco, ou para observar a rica fauna da Lagoa.

Fonte: Embarque na Viagem

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